Sarah Chaves

Perdão

05/10/14

Ontem eu estava revirando meu armário, organizando ele e as minhas ideias, mexendo no meu baú de histórias, lendo recadinhos lindos, vendo fotografias, lembrando da vida que passou. Vi coisas que escrevi tem uns 15 anos. Até cartinhas que escrevi para Deus (coisa que faço hoje ainda). Era meio monossilábica quando nova, mas escrevia sem freio. Errado e sempre. rsrsrs
Comecei aos 12. Exageradamente. Escrevo o que não sei dizer. Escrevo o que não diria. Gasto as palavras. Sou dramática. A própria hipérbole. Uma disléxica às avessas.
Acho que por escrever assim que comecei a compor. Enfim, comecei a ler aquele monte de coisa que saía da minha caixa de memórias. Coisas minhas e promessas de outras pessoas. Escritos de fidelidade que não aconteceram…  Sem rancor, a questão não é essa. Ou melhor, é essa! rs

Então, eu estava lá com a bagunça do armário sobre a cama e recebi uma notificação no facebook dizendo que era Yom Kipur , dia do perdão. Eu sou péssima em guardar datas. Nunca sei quando vai cair a páscoa, por exemplo. Revirar o passado no dia do perdão foi um negócio no mínimo curioso.
Pensei em vir aqui hoje falar sobre Perdão.

Não faz bem demorar a pedir perdão. Sim, eu sei que as vezes só o tempo e a maturidade que ele traz mostram pra gente que estamos errados, mas se você sabe hoje o mal que você causou ontem, não demore a pedir perdão. Quanto mais você demora, mais profunda fica a ferida. Depois que o abismo surge entre você e o outro, é muito difícil construir a ponte da reconciliação.
Também não se demore em perdoar. Mesmo que não tenham te pedido perdão. Pode ser que o tempo ainda não tenha feito seu trabalho lá do outro lado. Se colocar no lugar do outro facilita o processo em 99,9% dos casos.
E ainda tem o perdão que precisa ser liberado para liberar o outro. Talvez esse seja o mais difícil porque é aquele que sai da bondade, sem que a gente tenha de fato errado.  Talvez seja o mais difícil porque é aquele que nasce da dor, quando as coisas  não conspiram a nosso favor. Quando a gente tem vontade de justificar, mas faz calar pra não machucar. Quando a gente decide amar o outro mais do que ter razão. Perdão.

Caso já tenha passado algum tempo, existe um remédio mais potente que babosa capaz de cicatrizar as feridas. O Amor de Deus.
Amor capaz de restaurar a confiança. Amor capaz de fazer lembrar sem embaraço. Amor que nos corrige das injustiças que cometemos. Amor que refaz o caminho. Amor que cura. Amor que vem da graça.
Aviso !!! Não é possível compreender. É entrega. É aceitar que todos somos humanos, que todos nós erramos. E aceitando essa humanidade, aceitando que também existe um ruim dentro de nós, enxergar o outro com um novo olhar. Dar espaço Àquele que traz luz ao que é escuridão e paz que excede todo o entendimento. Perdão.

É livre o indivíduo que perdoa. O próximo e a si mesmo.

 

( Ano passado fiz um vídeo de férias com a Clara com esse tema. É tudo simples, mas carregado de verdade.)

http://www.youtube.com/watch?v=BQIT-JVngXo&list=UUKDGP9FabReRZSeKFQ1L5EQ


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